Janeiro sangrento

*Graça Salgueiro

Que Deus tenha misericórdia de todas essas almas ceifadas injustamente pelo maldito comunismo, que nos dê força a todos que combatemos esse mal, e que console as famílias das vítimas brasileiras, colombianas e venezuelanas.
 
Quando 2018 estava acabando eu estava ansiosa para que o novo ano começasse, porque com ele sopravam ventos de esperança com a derrocada do PT nas urnas. Mas 2019 chegou e, ao contrário do que imaginei, ele começou marcado por dor, sofrimento e mortes.

O PT havia prometido infernizar o governo de Bolsonaro e, mal seu mandato começou, o PCC, o PV e seus aliados iniciaram uma verdadeira guerra terrorista de poder e ocupação de território no Ceará, incendiando ônibus e causando pânico em todo o estado. Aliado a isso, a imprensa marrom se uniu ao PT, de quem é serviçal, para atacar a família Bolsonaro, procurando pelo em ovo até o ponto de afirmar que os filhos do presidente estão por trás do ataque ao próprio pai!

Na Colômbia, no dia 17 de janeiro o ELN cometeu um atentado terrorista na Escola de Cadetes General Santander, da Polícia Nacional, quando um explosivista do bando invadiu a escola carregando 80 quilos de explosivos que foram detonados com ele ainda no carro, deixando um saldo de 21 mortos, inclusive ele e uma criança de 3 anos que visitava a escola com seus pais. Eram jovens cadetes com idades entre 17 e 22 anos, cujo sonho era defender a pátria, justo desses atos infames.
 
O autor material foi identificado, mas por trás dele havia os cabeças das FARC, Iván Márquez e El Paisa, que deliberadamente se "afastaram" do acampamento designado pela JEP e se homiziaram na Venezuela sob o guarda-chuva do ditador Nicolás Maduro.
 
E na Venezuela, apesar de se vislumbrar no horizonte a oportunidade ímpar de se livrar da ditadura castrocomuno-chavista, o sangue inocente está banhando as ruas do país de ponta a ponta.
 
Quando das eleições parlamentares, emdezembro de 2015, a Assembleia Nacional (AN) ganhou mais de 90% das cadeiras com partidos da oposição, eles estabeleceram que haveria um rodízio de 1 ano para a presidência da casa. Foi assim que, em janeiro de 2019, coube ao partido Voluntad Popular assumir o posto. No dia 5 de janeiro tomava posse na presidência da AN o jovem deputado Juan Guaidó, com apenas 35 anos e em seu segundo mandato, uma vez que o presidente do partido, Leopoldo López, cumpre prisão domiciliar e o vice-presidente, Stalin González pediu refúgio à embaixada do Chile.
 
No seu juramento, Guaidó prometeu aos venezuelanos que tomaria posse como presidente interino da Venezuela, uma vez que Maduro é usurpador do cargo, pois as "eleições" ocorridas em 20 de maio de 2018 e a Assembleia Nacional Constituinte estabelecida por ele são ambas ilegais e inconstitucionais. Maduro fez ouvidos moucos e marcou sua posse para o mandato 2019-2025, em 10 de janeiro. 
 
Guaidó revelou-se um excelente estrategista e preferiu marcar a sua posse para o dia 23 de janeiro, data em que se comemora a derrocada do ditador Carlos Pérez Jiménez, em 1958. Desde a sua posse como presidente daANaté o dia 23, ele percorreu o país esclarecendo a população de que sua atitude de se declarar presidente do país - e não "auto-declarar" como vem dizendo a imprensa esquerdista, pois ele cumpre o que diz a Constituição -, estava ancorada no Art. 350 da Constituição que diz que "O povo da Venezuela, fiel à sua tradição republicana, à sua luta pela independência, à paz e à liberdade, desconhecerá qualquer regime, legislação ou autoridade que contrarie os valores, princípios e garantias democráticos ou menospreze os direitos humanos".
 
Com esse gesto, e provando estar cumprindo o que estabelece a Constituição, ele rapidamente conseguiu o apoio de países importantes como Brasil, Colômbia, Estados Unidos, Israel, Reino Unido, Canadá, Argentina, Chile, Costa Rica, Peru, Paraguai, Dinamarca, Kosovo, Alemanha, dentre tantos outros que reconheceram a ilegitimidade de Maduro, além da OEA. Apenas, e como era de se esperar, Rússia, China, Cuba, México, Bolívia, Nicarágua, Turquia e Irã continuaram seu apoio ao usurpador e participaram da pantomima da "posse" de Maduro.
 
Dias depois a OEA realizou uma assembleia extraordinária onde por maioria de 17 membros se reconheceu Guaidó como legítimo presidente interino e declarou a ilegitimidade de Maduro. A ONU, por sua vez, realizou uma sessão no sábado 26/01, onde Mike Pompeo fez um claríssimo e duro chamado a apoiar Guaidó e a reconhecer a ilegitimidade de Maduro, ao qual chamou sem meias-palavras de ditador. Mas, como era previsto, o Secretário Geral desse órgão, o comunista português Antonio Guterres, "pediu" que Maduro estabelecesse no prazo de uma semana (que acaba em 02/02) eleições livres e transparentes, caso contrário a ONU declararia seu apoio a Juan Guaidó e o reconheceria como legítimo presidente. 
 
Maduro vendo-se acuado recorreu ao velhíssimo expediente de pedir para realizar "conversações" com a oposição para resolver o conflito. Não funcionou. No dia 24, Guaidó criou a Lei de Anistia, que absolve de qualquer punição a todos os venezuelanos presos políticos, funcionários públicos, militares, policiais e guarda nacional que reconhecessem seu legítimo governo e desconhecessem as ordens de Maduro, exceto os que cometeram crimes de lesa-humanidade, como estabelece o Art. 29 da Constituição.
 
Os frutos disso já começam a aparecer. O Reino Unido impediu que Maduro sacasse $ 1,2 bilhões em ouro; ajuda humanitária está a caminho em navios dos Estados Unidos e o senador Marco Rubio pediu ao presidente Trump que bloqueasse todos os ativos da ditadura venezuelana e os remetesse a Guaidó, para a reconstrução do país. A embaixada dos Estados Unidos na Venezuela continua funcionando, apesar do prazo dado por Maduro de que todos os funcionários americanos se retirassem do país num prazo de 72 horas que terminou no domingo 27.
 
Em contato permanente com os venezuelanos pelas redes sociais e em motins ocorridos em todos os estados, Guaidó vai informando dos passos seguintes e convocando a todos, sobretudo militares, a desobedecer as ordens ilegítimas do usurpador Maduro. Sempre faz questão de deixar claro que ele é presidente interino, que está no cargo legalmente para convocar eleições livres e restabelecer a ordem, a independência entre os poderes, a democracia e o desenvolvimento do país, mas sabe que o trabalho de assepsia é árduo pois tem que demitir todos os membros do antigo regime se quiser ter êxito em sua missão.
 
Desde o dia 23, quando Guaidó jurou como presidente interino, a ditadura e seus esbirros já assassinaram 27 pessoas, encarceraram 850 que se manifestavam nas ruas, dentre os quais 77 menores de idade. Há no país mais de 22.000 cubanos ocupando sobretudo cargos de direção nas Forças Armadas, mais de 3.000 membros das FARC e ELN acobertados pelo ditador, sem contar com um sem-número de membros do Hezbolah na ilha Margarita e no estado Guárico. Não é fácil se livrar de todo esse contingente terrorista incrustado no país há 20 anos, por obra do falecido Hugo Chávez e com apoio irrestrito do Foro de São Paulo. 
 
E para culminar, a horror que ainda presenciamos em Brumadinho, MG, que até o momento de escrever esse artigo já contava com 60 mortos identificados e mais de 290 desaparecidos, cifra criminosa que tem a assinatura da incompetência e conivência do PT, através do ex-governador,
o terrorista Fernando Pimentel e da então presidente Dilma Rousseff.
 
Que Deus tenha misericórdia de todas essas almas ceifadas injustamente pelo maldito Comunismo, que nos dê força a todos que combatemos esse mal, e que console as famílias das vítimas brasileiras, colombianas e venezuelanas.

 

É jornalista independente, estudiosa do Foro de São Paulo e do regime castro-comunista e
de seus avanços na América Latina, especialmente em Cuba, Venezuela, Argentina e Brasil.
É articulista, revisora e tradutora do Mídia Sem Máscara e proprietária do blog Notalatina.

 

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