O canto desafinado de Curió

*Licio Maciel

Curió abre arquivo e revela que Exército executou 41 no Araguaia
Estado de São Paulo - 21/06

Curió fala baseado em textos que não comprovam o que quer fazer crer. As palavras de Curió, se realmente são dele, o traem.

Inúmeros terroristas relacionados irresponsavelmente pelo PCdoB como mortos, já apareceram e continuarão a aparecer sucessivamente, mesmo correndo risco de serem justiçados pela quadrilha vermelha, muitos deles jurados de morte como escreveu Maurício Grabois em seu “Diário”.

Curió afirma: “Em hipótese alguma procuro denegrir a imagem dos integrantes da coluna guerrilheira, daquela juventude”, diz. “O inimigo, por ser inimigo, tem de ser respeitado”.

Como respeitado? Na selva, ao dar voz de prisão, você se denuncia e se o inimigo revida, corre e consegue fugir, lhe acertará mais adiante, furtivamente. Em conseqüência, não acatou a voz de prisão, leva chumbo. Ou você passou a admirar genuínos, dirceus, e outras espécimes igualmente mentirosas e corruptas? Eles se demonstraram ter atingido um grau tão infame que não há mais o que denegrir. Em conseqüência, a Justiça já os enquadrou devidamente.

“Até o meio da terceira campanha houve combates. Mas, a partir do meio da terceira campanha para frente, houve uma perseguição atrás de rastros. Seguíamos esse rastro duas, três semanas”, relata. “A terceira campanha é que teve o efeito que o regime desejava”.

Como assim, cara pálida?  Perseguição? As equipes rastreavam persistentemente os bandidos na mata até encontrá-los, tudo de acordo com os ensinamentos contidos nos regulamentos e manuais de combate. Perseguição apenas aos que reagiam à voz de prisão e corriam, procurando abrigo para nos emboscar. Na selva, quem se mexe, quem se movimenta, é alvo fácil de ser atingido. Esta é a lei número um na selva e todos os animais a aplicam: a lei da imobilidade. E os bandidos a empregavam sempre: quando o Exército chegava na área, eles permaneciam escondidos em locais de difícil acesso, à beira de algum córrego de água cristalina e bem supridas de alimentos silvestres.

Que regime? Eram os governos militares na luta terrível contra os covardes terroristas ensandecidos e fanatizados, tal qual recomendava Che Guevara, “torpedo” de Fidel Castro. Você esqueceu do atentado no Aeroporto dos Guararapes, onde morreu um Almirante e um Jornalista, deixando um número enorme de feridos graves, mutilados? Do trucidamento do Tenente Alberto Mendes Júnior, do Soldado Mário Cozel Filho explodido quando de serviço em São Paulo, do assassinato do Capitão Chandler, dos seqüestros dos embaixadores alemão e japonês, enfim, será que você esqueceu do desertor-traidor Carlos Lamarca?

No Araguaia, todos os militares atingidos o foram à traição, sem uma única exceção.

Elio Gaspari escreveu quatro livros vergonhosos pelas mentiras que inventou sobre o período da luta armada, sendo o volume “A Ditadura Escancarada” o mais explorado até hoje pela mídia revanchista- oportunista, à qual você parece ter, lamentavelmente, aderido,. Ele diz que “a reconstrução do que sucedeu na floresta a partir do Natal de 1973 é um exercício de exposição de versões prejudicadas pelo tempo, pelas lendas e até mesmo pela conveniência das narrativas. Delas, a mais embusteira é a dos comandantes que se recusam a admitir a existência da guerrilha e a política de extermínio que contra ela foi praticada”. 

Peca pela imaginação desavergonhada com o objetivo maior de faturar com a venda do livro, além de demonstrar sua aresta de ódio aos militares, justamente de quem mais se aproveitou. Exatamente o tempo de tranqüilidade política, só abalado pela extrema e constante corrupção, decorrido até hoje, favoreceu o inimigo com a invenção, construção e crescimento de miríades de mentiras que são agora reunidas em livro financiado pelo desgoverno.

Como todo combatente sabe, uma operação militar é regida por uma ORDEM DE OPERAÇÕES, meticulosa e bem detalhada, por se tratar do emprego do combatente, vidas humanas em jogo, em perigo, principalmente na selva, sem falar na logística necessária. Numa operação de combate, o objetivo principal para o seu êxito é, obviamente, a eliminação do inimigo (vivo, morto ou mais ou menos).

A área de treinamento da guerrilha, escolhida minuciosamente pelo PC do B, foi descoberta em abril de 1972. Na primeira incursão na mata foi preso José Genoíno, que forneceu todas as informações sobre o foco: organização, efetivo em pessoal, armamento, localização dos três grupamentos, etc. Foco de BANDIDOS formados na China e em Cuba, tudo financiado pelos paises da “cortina de ferro”. São esses vermes que você quer fazer crer idealistas. Nunca. TRAIDORES da Pátria irrefutável e indiscutivelmente. Vermes vermelhos que esquartejaram, na frente da família, um pobre e inocente rapaz, João Pereira, morador da área. Ângelo Arroio escreveu em seu relatório que “foi um justiçamento para servir de exemplo à população para não fazerem contato com os militares”.

Esta monstruosidade foi cometida pelo bando de Genoíno, outro seu herói atualmente. Poderia citar muitos assassinatos, justiçamentos , atentados, assaltos e outras ações criminosas dos “anjinhos vermelhos”.

Quando eu estava saindo da AMAN como Aspirante em 1952, tendo prestado, bastante emocionado, o honroso juramento de defender a Pátria “com sacrifício da própria vida”, Marighela cursava em Pequim, na Academia Militar, para aprender terrorismo, destruições, explosivos, bombas, enfim atentados e sabotagem para implantar o comunismo no Brasil, igualzinho ao que foi implantado em seguida em Cuba, em 1959, com a traição vergonhosa de Fidel Castro declarando-se comunista só após a luta se fazer vitoriosa, prendendo e assassinando os próprios companheiros que não aderiram. Degolou, com imensa crueldade, com foice e martelo, muitos idealistas da ilha, hoje sabemos, cerca de 60 mil infelizes patriotas, fora os que conseguiram fugir e que hoje formam um imenso contingente nos Estados Unidos.

Depois do esquartejamento do João Pereira, eles assassinaram o Cabo Rosa (Odílio Cruz Rosa) quando tomava banho de rio, nu e desarmado, fuzilado à traição pelo mesmo bando de Genoíno. Mataram dois Sargentos, vários outros moradores e feriram o Tenente Álvaro pelas costas, com um tiro de 44 na omoplata. Em plena selva, sem recursos apropriados, o ferimento infeccionou, quase lhe causando a morte.

Você mesmo declarou que foram 16 militares mortos na mata, sempre à traição, pelos discípulos de Marighela, agora seus heróis, altamente respeitados e, conse-quentemente, reverenciados.

Mesmo assim, não satisfeito ainda com tais graves evidências, o Comando do Exército ordenou a realização da Operação Sucuri, de Inteligência, para que não existisse qualquer dúvida, com vistas à eliminação do foco e, claro, a preservar a população pacífica, inocente. Para isso, trinta e cinco militares foram infiltrados na área do foco, em plena selva, desarmados, com identidade falsa, correndo grandes riscos facilmente imagináveis, missão que durou cerca de quatro meses. Com todos os informes confirmados, foi dada a Ordem de Operações no início de outubo/73, já que eles não atenderam aos constantes apelos para desistirem, feitos ao longo do período da Operação Sucuri. Ao assaltarem e destruírem o Destacamento da Polícia Militar de São Domingos, o grupo militar comandado pelo filho de Maurício Grabois foi eliminado em 13/out/73. Os combates se sucederam e, em 24/out/73, contra o grupamento A, a “Sônia” (Lucia Maria de Souza) se transformou na sua heroína, como você mesmo está a confessar, esquecendo que a figura de tal víbora foi criada maliciosamente em texto saído da mente doentia de Gaspari, enaltecendo o fanatismo dos terroristas, verdadeiros cães hidrófobos formados na filosofia trotskista.

A luta prosseguiu até o combate decisivo, em 25/12/73 quando os guerreiros de selva cumpriram integralmente todos os itens principais da Ordem de Operações. O resto, em linguajar militar, foi a limpeza da área. Passados dois anos da eliminação do foco do Araguaia, os chefes do PCdoB ainda não tinham tomado conhecimento do fato. João Amazonas estava na China, tentando mais ajuda para a sua vergonhosa “Foguera”, o que o livrou de ser preso, como o foi Elza Monerat e outros, no aparelho da Lapa, que eles denominam “chacina” (só morreram os dois fanáticos quem resistiram de arma na mão).

Dúvidas?  Vão se queixar ao bispo.

* Coronel Reformado
Combatente da Guerrilha do Araguaia

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