Santos entregou a Colômbia às FARC

*Graça Salgueiro

 

Resumo da ópera: para Santos, entregar o país às FARC com total impunidade de seus milhares de crimes hediondos, é questão que está fora de discussão. É sim, ou sim. Porque é isso que querem seus comparsas comunistas das FARC e do Foro de São Paulo.
Após uma farsa monstruosa de "negociações de paz" que levou 4 anos em Havana, Cuba, o presidente Juan Manuel Santos assinou, finalmente,um"acordo" com os terroristas das FARC, o golpe mais hediondo que um presidente jamais cometeu contra seu próprio povo, um crime de lesa-pátria como jamais se viu, apenas para satisfazer seu Ego mórbido e doentio. Santos em nenhum momento pensou na pacificação do país, no bem-estar da população, e muito menos no fim de uma guerra assimétrica que destruiu tantas vidas por meio de assassinatos, sequestros, mutilações, sem contar com a destruição de torres de energia e poluição de rios, visando apenas o tão sonhado "Prêmio Nobel da Paz".
 
Desde setembro de 2012 Cuba foi escolhida como o país que sediaria as conversações que a princípio estavam pautadas em 5 pontos mas que, na realidade, se desmembraram em uma infinidade, uma vez que o interesse das FARC não era apenas acabar com as hostilidades, cessar os ataques e retomar a vida civil pacificamente. Desde o começo estava claro que as FARC iriam impor seu Plano Estratégico para a tomada legal do Poder e que não aceitariam nada que viesse do governo. Este enviou dois representantes civis e depois um militar, enquanto que as FARC já começaram com 5 dos cabeças, mais suas mulheres e depois foram adicionando mais guerrilheiros o grupo porque isso lhes dava garantia de imunidade, além das facilidades de comercializar armas e drogas, fazer treinamentos e planejar novos ataques sem que ninguém lhes importunasse ou incriminasse.
 
No dia 23 de junho de 2016, com muito estardalhaço midiático, Santos e "Timochenko" assinaram, sob as bênçãos do ditador Raúl Castro, o tal "acordo de paz". Participaram da farsa os presidentes da República Dominicana, que nesse momento ocupa a presidência pro tempore daCELAC,Michele Bachelet,ochanceler da Noruega Borde Brende e Nicolás Maduro como representantes dos países garantidores das negociações, o Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon e Salvador Sánchez Cerén, presidente de El Salvador que não tinha nenhum papel nas negociações, senão que representava o Foro de São Paulo que fazia seu XXII Encontro anual naquele país no mesmo dia.
 
Diante das incansáveis pressões dos cidadãos colombianos, Santos aceitou que se fizesse um plebiscito após a assinatura final do acordo para definir se este entraria em vigor ou não, que está marcado para setembro, entre os dias 04 e 11 mas com data ainda não definida.
 
Santos tem atuado como representante das FARC, ao anunciar que se o plebiscito não for aprovado, "voltaremos à guerra", quando sua obrigação como mandatário é o de combater o terrorismo e defender a população. O Procurador Geral da República, Alejandro Ordóñez, fez um comunicado com 10 pontos onde critica duramente a declaração de Santos, afirmando, entre outras coisas, que se Santos tem "informação amplíssima" de que as FARC vão fazer terrorismo urbano revela "uma estratégia de terror para impor pelo medo o acordo de Havana e para subjugar a sociedade". "Deve-se exigir imediatamente um compromisso público das FARC à decisão soberana do povo colombiano" e que "é inadmissível que o presidente aceite como regra da negociação que se ameace com uma guerra urbana, pois está claro que o plebiscito não é para que os cidadãos tenham a última palavra, senão para subjugá-lo pela força ao que foi pactuado entre Santos e "Timochenko".
 
Ele denuncia ainda que "é impossível continuar escondendo que a suspensão dos bombardeios contra os acampamentos das FARC, lugares onde se está preparando a guerra urbana, foi seguido pela quase totalidade das operações militares contra as FARC e agora se vem a saber que durante esse tempo, o grupo guerrilheiro se dedicou a se preparar para a guerra nas cidades".
 
Nessa farsa criminosa, as FARC "concederam" um cessar fogo bilateral e a "deixação" das armas, quer dizer, vão deixar de "utilizá-las", mas não se comprometem, nem foi exigido como condição indispensável pelo governo, de que elas as "entreguem". Santos concordou com a patifaria. Timochenko concordou que vão "guardar" as armas em um lugar onde representantes da ONU vão tomar conhecimento - o governo e o povo colombiano não -, mas a verdade é que não se sabe, ninguém além das FARC sabem, qual é o tamanho do arsenal dos terroristas, nem que tipo de armamento possuem, o que não garante, de forma alguma, que tudo será posto nesse local.
 
Além do terrorismo psicológico de que se o não prevalecer vai haver guerra urbana, Santos faz outra ameaça: de que vai aumentar os impostos porque o custo da guerra é muito alto.
 
Resumo da ópera: para Santos, entregar o país às FARC com total impunidade de seus milhares de crimes hediondos, é questão que está fora de discussão. É sim, ou sim. Porque é isso que querem seus comparsas comunistas das FARC e do Foro de São Paulo.
 
Que Deus tenha misericórdia da Colômbia e de sua gente boa, e que não permita mais tanta injustiça, tanta impunidade! 
 
É jornalista independente, estudiosa do Foro de São Paulo e do regime castro-comunista e de seus avanços na América Latina, especialmente em Cuba, Venezuela, Argentina e Brasil. É articulista, revisora e tradutora do Mídia Sem Máscara e proprietária do blog Notalatina

 

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