Eles são melhores

*Luiz Carlos Prates

Os guris são parecidos com os das outras escolas, e assim as gurias. To-dos gostam dos mesmos folguedos, músicas, celulares, festas, grupos de amigos, tudo, tudo por igual. Mas são diferentes. Muito diferentes. E para melhor. Por quê?

A pergunta que faço é por fazer.

É rematada tolice a pergunta, mas ela se justifica em razão de muitos anarquistas da esquerda não admitirem.

Mas vão definhar engolindo a ver-dade:a ordem produz progresso.

A disciplina faz gente melhor. A autoridade alicerçada sobre virtudes é o único caminho para a formação de jovens que serão mais tarde cidadãos de bem.

Já fui longe e não disse a que venho. Digo agora. Acabo de abrir a Zero Hora, nossa irmã mais velha e que “mora” em Porto Alegre, e esbarrei numa reportagem que tanto me irritou quanto me deixou feliz. Pode isso? Pode e explico.

A tal reportagem contava do avassalador domínio das escolas militares em formar bons alunos e ganhar medalhas de todo tipo em provas de âmbito nacional, como o concurso anual de matemática promovido pelo Ministério da Educação.

Isso me deixa feliz e também me irrita.

Fico irritado porque é muito óbvia a razão por que são melhores as escolas militares e muita gente teima, ou finge, não ver. Nos colégios militares há disciplina, ordem, uniformes, horários, responsabilidades. Todos andam na linha. Ninguém discute a disciplina. O guri sabe que não pode bobear como o fazem os outros, das escolas regidas pela “pedagogia do amor”, argh.

Numa escola militar, os pais não chegam atirando as chaves do carro sobre a mesa do professor e dizendo a ele, desaforadamente, que lhe pagam o salário, e que por isso exigem respeito com o seu menino... Numa escola militar, os pais dos alunos não erguem o queixo, não são bobos...

Além de tudo, as aulas são dadas por gente qualificada e séria, não há histrio-nismos para motivar o alunado, o pessoal sabe que ou estuda ou dança. A ordem é unida, sem risinhos histéricos de gurias dengosas nem guris abestados a mandar torpedos de celular durante as aulas. Ah, oscolégios militares, todos tinham que ser como eles. A sociedade seria outra.

Aproveito a conversa para mandar um abraço de admiração aos diretores, professores e alunos do nosso Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires, de Florianópolis, um exemplo entre nós. Sei que a moçada do CPM anda na rua de peito estufado, sabem que são diferentes, sabem que estudam numa escola de ordem e progresso.

Se você puder, ponha seu filho ou filha num colégio militar. E durma em paz.

*Diário Catarinense - 23 de dezembro de 2009

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