Roraima pertence ao Brasil?

*Grupo Inconfidência
Os últimos governos do nosso país vêm assumindo, de forma absurda e injus-tificável, “compromissos” com os centros de poder mundial, em busca de reconhecimento internacional. Por conta de tais compromissos foram e são criadas imensas reservas indígenas na Região Norte e, ultimamente, no Mato Grosso do Sul, busca-se o mesmo, justamente nas áreas mais ricas, produtoras de grãos e de gado, sob os auspícios da FUNAI, sempre acolitada por órgãos religiosos como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), não por coincidência inspiradores da infeliz e dramática decisão de delimitar, em área contínua, a Terra Indígena Raposa-Serra do Sol.
E quando se faz referência a pressões externas, não é por estarmos vendo fantasmas à luz do dia, muito pelo contrário. No mês de abril de 2005, Ottomar Pinto, então governador de Roraima, declarou ao jornal Folha de S. Paulo (24/04/2005): O presidente Lula disse na minha frente e da bancada que toda vez que ia ao exterior recebia pressões e reclamações favoráveis à homologação da reserva (Raposa-Serra do Sol). Disse que ele tinha pressa em aten-der a essas demandas.

Tais “demandas”, nas palavras do ex-ministro José Dirceu em palestra na Federação das Indústrias do Estado do Pará, em 27 de maio do ano em curso, foram sintetizadas na afirmação de que Realmente, o estado de Roraima foi submetido a uma intervenção do Governo Federal, mas foi para cumprir as determinações do STF. O Brasil tem que cumprir compromissos internacionais assumidos para a proteção da natureza e minorias indígenas. Então, vocês de Ro-raima podem esquecer a idéia de se desenvolver utilizando os recursos minerais, hidráulicos e a produção agrícola. Roraima só tem 450 mil habitantes, se sobra (sic) apenas 6% da área, tem que pensar em outra forma de desenvolver o estado.

No mês seguinte, visitando Roraima em razão das enchentes que assolaram o estado, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, deu mais uma prova da submissão do País a interesses externos ao afirmar, segundo a Folha de Boa Vista de 10 de junho, que... a população de Roraima está pagando o preço em função da necessidade nacional de respeitar o conceito de desenvolvimento sustentável... tem que ser considerado que o bioma da Amazônia é um dos mais importantes do planeta e esse seria um preço a se pagar.

Para atender às “demandas” das nações poderosas que desejam ter a Amazônia como uma reserva estratégica de recursos naturais, o Governo Federal dá uma ex-plícita demonstração de que submete o Brasil e os brasileiros às pressões externas. Diante disso, só resta fazer nossas as palavras do ex-pecuarista e hoje vendedor de churrasquinho em Boa Vista, Wilson Alves Bezerra: O que o governo fez comigo me dá vergonha de ser brasileiro.

Há que reagir e reafirmar que tal submissão a interesses externos, por todos os títulos absurda e injustificável, precisa ter fim, pois o Brasil é de todos os brasileiros e não propriedade de uns poucos.
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