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Resposta à Comissão da Verdade, publicação volta às livrarias com 2 mil exemplares
Jornalista José Maria Mayrink - O Estado de S. Paulo (16/01)

 

Vendido em apenas quatro livrarias,mas lançado em clubes e círculos militares de 14 cidades, Orvil - Tentativas de Tomada do Poder, versão de oficiais do Centro de Informações do Exército (CIE) sobre a ação do terrorismo no Brasil, volta às prateleiras até o fim do mês com uma tiragem de mais dois mil exemplares. As três primeiras remessas, de mil exemplares cada uma, esgotaram-se em três meses. O livro é assinado pelo tenente-coronel Lício Augusto Maciel e pelo tenente José Conegun-des  Nascimento, que tra-balharam sob a coordenação do general Agnaldo Del Nero Augusto, falecido em 2009. 

 
isponível pela internet no site (www.verdadesufocada.com que já superou dez milhões de acessos), da esposa do coronel  Carlos Alberto Ustra, que chefiou o DOI-Codi (órgão de informações do Exército, em São Paulo) e assina a apresentação. O texto original do Projeto Orvil ficou pronto em 1987, mas o então ministro do Exército, general Leô-nidas Pires Gonçalves, que havia autorizado o levantamento, não permitiu que fosse publicado. A iniciativa do CIE pretendia ser uma resposta ao livro Brasil: Nunca Mais, de denúncias de prisões, torturas e assassinatos durante o regime militar, escrito por uma equipe ligada ao cardeal Dom Paulo Evaristo Arns.
A publicação do Orvil (Editora Schoba, R$ 72,90), segundo o general Geraldo Luiz Nery da Silva, autor do prefácio, é uma reação à criação da Comissão Nacional da Verdade. “Releva enfa-tizar neste prólogo”, escreve o general, “que os revanchistas da esquerda que estão no poder — não satisfeitos com as graves restrições de recursos impostas às Forças Armadas e com o tratamento discriminatório dados aos militares sob todos os aspectos, especialmente o financeiro - tiveram a petulância de criar, com o conluio de um inexpres-sivo  Congresso, o que ousaram chamar de Comissão da Verdade”.


Volume de 924 páginas, Orvil - livro, escrito ao contrário - destaca a con-trarrevolução de 1964, que derrubou o presidente João Goulart e a ação de organizações clandestinas - que visavam implantar no país um regime comunista inspirado na Albânia - que no período de 1966 a 1975 realizaram ações terroristas. A primeira parte trata da Intentona Comunista de 1935 e a quarta parte analisa a opção da esquerda por uma nova estratégia - a “doutrinação” pelos meios de comunicação, instituições de ensino, sindicatos e movimentos populares sobre a necessidade da revolução..

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