A Amazônia e a Hidreletricidade (XXXI)

*Manoel Soriano Neto

Lamentamos o abandono pelo governo federal, do projeto para a construção da Usina Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós (PA). É que o Ibama negou a licença ambiental, premido por movimentos ambientalistas/indigenistas. Tal decisão foi um tremendo e funesto erro estratégico, eis que o potencial desse imenso curso d’água amazônico não mais será utilizado em prol do desenvolvimento nacional, nessa fase crítica em que nos encontramos, às voltas com uma crise econômico-financeira sem precedentes.
 
O necessário aproveitamento do complexo hidrelétrico do rio Tapajós era o maior empreendimento hídrico-energético previsto para os próximos dez anos e concluiria o sistema de fornecimento de energia das usinas hidrelétricas em construção nos rios de nossa Amazônia. Isso equivaleria, segundo especialistas no assunto, a 47% da total capacidade de geração energética para a próxima década.
 
Diga-se que o problema assaz se agrava, eis que uma cruel estiagem vem assolando a região desde 2015 (particularmente o estado do Acre, com o rio de mesmo nome, que abastece a capital
Rio Branco, em baixíssimo nível volumétrico), em face da intensidade do fenômeno ‘El Niño’, o que preocupa bastante as autoridades, até por causa dos incêndios e as consequentes  queimadas, sendo certo que o desmatamento continua a devastar a imensa floresta. Destarte, o volume dos rios está diminuindo, o que afeta, outrossim, a vida dos ribeirinhos, em sua tradicional cadeia alimentar, muito dependente da piscicultura. E se associarmos esse déficit (conhecido como ‘estresse hídrico’) à recente resolução da Opep, de reduzir a produção de petróleo, a nossa carência de energia se agravará.
 
A utilização de fontes de energias alternativas renováveis (eólica, solar, da biomassa, etc) ainda não se faz em grande escala, para o que seriam necessários vultosos recursos, nessa quadra de contenção de despesas ... A esse propósito, em que pese as atuais agruras financeiras, o governo vem adotando uma política que prioriza projetos bem mais onerosos, mas ‘politicamente corretos’, pois propiciam um “maior retorno nos campos social e ambiental”.
 
Ora, tal política inexoravelmente acarretará, em futuro bem próximo, um forte aumento no preço da energia consumida pela população. Assim, vêm sendo reduzidos os aportes de verbas do BNDES para as usinas termelétricas movidas a carvão e óleo combustível, caras e prejudiciais ao meio ambiente, em vista da emissão de gases poluentes. Entretanto, com a suspensão da construção da UHE de São Luiz do Tapajós e de outras usinas menores planejadas para o curso do rio, o uso das térmicas se faráimprescindível.
 
Desafortunadamente, esta é a solução mais rápida para a demanda energética, máxime quando o Brasil retomar o seu crescimento, truncado, como consabido, pela incompetência e irresponsabilidade dos desgovernos lulopetistas. A atual busca por novas fontes é muito louvável para a diversificação da matriz energética brasileira, porém somente será viável em médio prazo, como já comentamos em matérias anteriores. Portanto, repetimos, o abandono da construção da UHE de São Luiz doTapajós e de outros projetos semelhantes, adrede programados, é, indubitavelmente, um grave retrocesso ao progresso nacional ...
 
Como arremate, assinalemos a acachapante e vexatória derrota do PT e seus partidecos caudatários, em todo o Brasil, particularmente nas cidades de São Paulo e Salvador, apesar dos desesperados e patéticos apelos de Lula (o abjeto tríplice réu), Dilma (‘a mitômana’), ‘et caterva’.
 
Rendamos graças a Deus!

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