Coluna da Vitória

*Marcos Moretzsohn Renault Coelho

 

No ano em que lembramos o 70º aniversário do embarque do grosso da tropa que compunha a FEB – Força Expedicionária Brasileira e do seu respectivo batismo de fogo nos campos de batalha na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, nada mais justo do que lembrarmos este importante marco histórico de nosso país e homenagearmos aqueles jovens, hoje nonagenários, que em nome de toda a nação ultrajada, saíram da segurança de seus lares sem saber para onde iam, sem saber se algum dia voltariam à sua pátria e pegaram em armas para responder ao inimigo agressor que torpedeava navios brasileiros vitimando mais de mil compatriotas.

Quatrocentos e sessenta e sete deles jamais voltariam. Outros dois mil e setecentos seriam feridos ou ficariam mutilados para o resto de suas vidas...
A tropa brasileira era composta por soldados, pilotos, marinheiros e enfermeiras recrutados em todos os Estados da federação. Lutaram com coragem e valor até o final da Segunda Guerra Mundial. O esforço de toda a
nação brasileira, materializado na FEB, contribuiu para a vitória aliada contra o nazi-facismo, o estabelecimento da paz mundial e para o nascimento e fortalecimento da democracia em nosso país.

De volta à pátria foram recebidos com júbilo, mas infelizmente, poucos anos depois caíram no esquecimento da população.

Para que essa história não seja apagada pelo tempo é que a Associação Brasileira de Preservação de Veículos Militares (ABPVM) e o Grupo Histórico da FEB (GH-FEB), entidades de cunho apolítico e estritamente preservacionista vindas do seio da sociedade civil, tomaram iniciativa de realizar a primeira edição da COLUNA DA VITÓRIA.

Refizemos agora o caminho que nossos “PRACINHAS” percorreram até chegarem ao Rio de Janeiro, lembrando assim a participação dos três Regimentos Expedicionários: 1º RI – Regimento Sampaio, 6º RI –Regimento Ipiranga e 11º RI – Regimento Tiradentes.

O comboio que constituímos não tem precedentes no Brasil, quiçá na América do Sul. Aproximadamente 100 viaturas militares históricas da ABPVM e 200 integrantes do GH-FEB devidamente fardados homenagearam os veteranos da FEB, proporcionando ao público em geral uma visão expositiva, e não impositiva, dos fatos marcantes da história do Brasil no que dizem respeito à Força Expedicionária Brasileira, à motomecaniza ção militar e dos efeitos desta sem nosso cotidiano.

O propósito não é o de fazer qualquer apologia à guerra. Muito pelo contrário. Pretendeu-se sim, fazer justiça lembrando daqueles que lutaram pela paz!
* Historiador / Vice-presidente da ANVFEB-BH
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