A proposta da condução do destino da Amazônia por ONGs

*Reynaldo De Biasi Silva Rocha

Em artigo nosso de 21 Ago 2019, citamos que o Papa Francisco afirmou que a Amazônia, como patrimônio da humanidade, não deveria subordinar-se à soberania de países, e sim ter seu destino controlado por ONGs, dedicadas à proteção das nações índias e da natureza.

Também sabemos que na década de 1980, iniciou-se um movimento ambientalista-indigenista desencadeado por potências mundiais, interessadas em controlar regiões ricas em recursos naturais, com prioridade para a Amazônica.

Tais países criaram e financiam ONGs, que exercem o papel de “tropas de choque” do citado movimento, executando campanhas de propaganda sobre a opinião pública estrangeira e a dos países alvo, para conscientizar o povo em geral sobre a necessidade de submeter aquela área a uma gestão internacional.

Dentro da concepção do Papa Francisco, como garantir a neutralidade das ONGs encarregadas pela missão?

Como assegurar que não haverá seu domínio por nações gananciosas? Como seriam selecionadas ONGs imparciais para tal objetivo? Ou seriam utilizadas as atualmente custeadas, desde que “prometessem” tal isenção?

A conclusão que tiramos é que a PROPOSTA DO PAPA É UMA UTOPIA, e que a pretensão colonialista dos países hegemônicos permanecerá firme em sua determinação.

Presidente do Grupo Inconfidência

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