A importância da defesa e da ciência e tecnologia, no destino do Brasil

*Reynaldo De Biasi Silva Rocha

O Presidente Bolsonaro decidiu preservar os gastos dos Ministérios da Defesa e da Ciência e Tecnologia, em 2020.

Quanto ao Ministério da Defesa, as despesas referem-se à construção do submarino nuclear, e à aquisição de aeronaves (caças), de cargueiros militares, e de veículos blindados “Guarani” para o Exército.

Quanto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, essa deliberação garante o pagamento das bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, possibilitando também alavancar o programa espacial brasileiro.

Estaria o Presidente correto em garantir recursos para as pastas acima?

Muito tem se falado sobre a manutenção de nossa soberania. Algumas grandes potências admitem o uso da força armada para o domínio da Amazônia, em face de suas fabulosas riquezas. Como afiançar a defesa dessa área, se nossas Forças Armadas não dispõem de uma estrutura adequada para patentear o poder de dissuasão?

As Forças Armadas são assim – podem ficar muitos anos sem serem empregadas, mas não podem permanecer 1 minuto sem estarem preparadas para o combate.

Um exemplo é o Líbano no Oriente Médio – um país desenvolvido e admirado, que por descuido de seu poderio militar, encontra-se hoje retalhado e enfraquecido.

A Ciência e Tecnologia são essenciais para projetarem nosso País no cenário mundial, acrescentando-lhe maior poder de barganha. O Brasil possui, potencialmente, cabeças privilegiadas, fruto da inteligência de nossa gente, que estão impedidas de contribuir com seu conhecimento no crucial setor, por falta de verbas específicas.

Concluindo, somos da opinião que, apesar das restrições orçamentárias, NÃO PODEMOS MAIS POSTERGAR SOLUÇÕES PARA AS CITADAS ÁREAS – TEMOS QUE ATENDÊ-LAS DESDE JÁ, para assegurar nossa soberania e maior cacife na mesa de negociações.

Presidente do Grupo Inconfidência

 

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