A gota d'água

*Reynaldo De Biasi Silva Rocha

1. INTRODUÇÃO

- Desde seu início, a gestão Bolsonaro tem sido atacada e coagida pelo Legislativo e STF apoiados pela mídia tradicional vendida, objetivando o retorno ao passado criado pelo PT.

- Esta situação evoluiu rapidamente, e hoje, as leis sancionadas pelo Congresso fingem manter a interdependência dos Poderes, ao deferirem um mínimo de aspirações do Governo, ou atendem em sua grande maioria à cupidez fisiológica do Órgão, que transformou, pela chantagem, o Executivo em refém.

- A esperança que Bolsonaro, com sua coragem e patriotismo, iria salvar o Brasil, está se desvanecendo, e o povo percebe que seus grandes projetos e soluções NUNCA serão aprovados, ou o serão, mas desvirtuados para beneficiar o LEGISLATIVO, o MANDANTE DO BRASIL.

- Pensar que haverá uma renovação benéfica no Congresso, é uma pretensão a longo prazo. Caso os próximos governos sejam da “linha Bolsonaro”, com muita probabilidade serão eles manietados como o atual, e existe o risco que o povo, desiludido, tente novamente o regresso da esquerda radical para conduzir-nos.

2. “30 BILHÕES DO ORÇAMENTO”

- Além do Orçamento impositivo referente a parlamentares e bancadas, o Congresso quis ampliá-lo, abrangendo relatores e comissões, resultando tal aumento na pretensão de o Governo destinar 30 bilhões ao mesmo, para serem gastos a seu bel-prazer nas eleições de 2020.

- Quando tal presunção chegou ao Presidente para aprovação, naturalmente foi vetada, pois absorveria os escassos recursos destinados à saúde, segurança, educação e outras, que obrigatoriamente o Executivo teria que gastar com aquelas. Se não vetasse, o Governo teria que pedir ao Congresso um crédito para poder cumprir o Orçamento naqueles campos, podendo o Legislativo ceder ou negá-lo. Na primeira semana de Março o Congresso quer votar o dispositivo acima vetado, podendo mantê-lo ou derrubá-lo.

Mas o que está por baixo dos panos é diabólico: se derrubado o veto de Bolsonaro, o Governo não conseguirá cumprir, por falta de haveres, o Orçamento nas áreas acima citadas, e será submetido a um “IMPEACHMENT”.

3. SUGESTÕES DO GRUPO INCONFIDÊNCIA

a. Quanto à votação do dispositivo referente aos 30 bilhões

- Se mantido o veto, existindo uma maioria de parlamentares opositora a Bolsonaro, poderá o fato ser um recuo tático baseado em disfarce do tipo “o poderoso dissimula atender o subjugado”, como uma maneira de deixá-lo distraído no futuro, para que não resista a uma nova e fulminante cartada que o eliminará.

- Se derrubado, estará clara a intenção criminosa do Legislativo, em provocar o “impeachment” do Presidente.

- Quanto às hipóteses acima, evidencia-se a submissão total de Bolsonaro a Maia e Alcolumbre – É A GOTA D’ÁGUA provando-se que O PAÍS ESTÁ INGOVERNÁVEL, EM RAZÃO DO EXECUTIVO ENCONTRAR-SE IMPEDIDO DE GOVERNAR, e justificará desse modo que ele requeira a INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL DAS FORÇAS ARMADAS, processo legal constante da Carta Magna e defendida por vários juristas de peso, em caso de desintegração dos Poderes.

b. Com a vigência da Intervenção Constitucional das Forças Armadas

- Utilização do período, em destaque, para sancionar providências que raramente o Congresso desejará realizar: aprovação de todas as Reformas que o Governo julgue imprescindíveis / o pacote anticrime de Moro e prisão em 2ª Instância / a extinção das 100% fraudulentas Urnas Eletrônicas e sua substituição pelas Cédulas de Papel (Cédula Física – Lei 9.504/1997, Art. 59), usadas pelos países sérios / o abastecimento de água para o Nordeste, em especial o semiárido / na Amazônia, o “desengessamento”, a exploração econômica das terras indígenas e a regulação fundiária / a implantação do Voto Distrital / a dinamização do Bolsa Família / as regras para o aumento salarial nos 3 Poderes / o equacionamento das taxas sobre combustíveis / e as providências urgentes no campo da Educação.

Presidente do Grupo Inconfidência

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