A quinta coluna do crime no Brasil

*A. C. Portinari Greggio

A quinta coluna do crime é a responsável pelo crime e a desordem no Brasil

As organizações criminosas no Brasil já constituem Estados paralelos, com seus próprios territórios, governos, leis, finanças e milícias armadas. Estão imbricadas na política e mantêm relações com narcotráfico e terrorismo no exterior. Mas não chegam a monopolizar o anárquico mundo do crime. Apenas funcionam dentro dele. Ao seu redor enxameiam inúmeros grupos e indivíduos avulsos com carta branca para atacar à vontade o “inimigo” comum, ou seja, a sociedade produtiva e civilizada. O Brasil vive uma guerra civil de facto, guerra que não é fortuita, mas tem causas e responsáveis bem definidos. Em artigos anteriores, creio haver demonstrado a óbvia relação entre o atual regime político brasileiro e a
criminalidade. Não se trata de meta intencional – afinal, os políticos não são loucos – mas de consequência inevitável da inserção dos direitos humanos no texto constitucional. É impossível combater eficazmente o crime sem derrogar essa desastrada constituição. Mas o fim da constituição seria suicídio para os políticos, portanto vão espernear para mantê-la. Consequência: o regime brasileiro vai naufragar na guerra civil, junto com a sua constituição.
 
Para evitar essa fatalidade, os políticos, no desespero, apelam para o Exército, que aceita a missão porque prevista no art. 142 da constituição, sob a rubrica da garantia da lei e da ordem (GLO). Em recente entrevista, o Gen. Villas Bôas, Comandante do Exército, mencionou esse imperativo constitucional e discutiu as duas principais frentes no combate ao surto de criminalidade: o controle das fronteiras e a repressão e prevenção interna. Mas não se discutiu o tema mais importante: a terceira frente, que denominaremos a quinta coluna do império do crime. O Comandante certamente a conhece muito bem, mas a entrevista não era o lugar e a hora de abordar o incômodo assunto. Nós, porém, do INCONFIDÊNCIA, vamos tratar dela, porque nossa missão é essa mesma: mexer com o “"imexível"”. Leia o artigo até o fim, caro leitor.
 
O controle das fronteiras é necessário porque a logística do império do crime depende do tráfico de narcóticos e do contrabando de armas. Mas não é suficiente. O combate ao império do crime só será efetivo mediante eficaz repressão e prevenção interna com o objetivo de destruir seus núcleos e redes de comando e controle. Acontece que os comandos do crime estão profundamente enraizados nas comunidades criminógenas das cidades brasileiras. Não é, portanto, problema militar ou policial, é o principal problema social do Brasil, é consequência da degeneração demográfica e da constituição de 1988. Para resolvê-lo, portanto, o Brasil precisa duma revolução.
 
Para avaliar o problema, vamos começar pelas comunidades criminógenas. Um dos principais obstáculos ao combate ao crime no Brasil é o desconhecimento da real natureza do crime violento. Para entender o crime como fenômeno macro, há que entender o micro, que é o perfil do criminoso típico.
 
O perfil do típico do criminoso violento é semelhante em todos os países: (1) Em mais de 90% dos casos, é homem. Mulheres raramente cometem crimes violentos. (2) É jovem. Mais de 80% dos crimes violentos são cometidos por indivíduos entre 13 e 24 anos. (3) É filho de mãe solteira ou abandonada, criado sem o pai. (4) Vive em comunidades pobres, que dependem de ajuda do governo para sobreviver.(5)Tem baixo rendimento escolar e raramente conclui o curso básico. (6) É desempregado crônico. (7) Possui baixo nível de inteligência. (8) É impulsivo e descontrolado. (9) Apresenta nível de testosterona acima do normal.
 
O fator fundamental da criminalidade é a baixa inteligência. Observações feitas em vários países demonstram, sem dúvida, que o típico criminoso violento tem QI entre 90 e 80, ou seja, abaixo do normal. Esses estudos foram conduzidos na Europa e nos Estados Unidos, onde o QI médio da população é próximo de 100.
 
Ao transpor esses dados para o Brasil, surge um problema: o nível “abaixo do normal” naqueles países é o nível “normal” no Brasil. O QI médio da população brasileira é inferior a 87, portanto está na faixa potencialmente criminosa.
 
A baixa inteligência da maioria da população é a causa material não só da criminalidade, mas de todos os problemas ditos “sociais”. Pobreza, imprevidência, incapacidade de constituir família estável, baixo rendimento escolar, dependência da ajuda do governo, desemprego crônico, tudo isso está correlacionado com a incapacidade cognitiva. QI baixo não é simples deficiência como a surdez ou a miopia, que só afeta aspectos parciais da vida. O nível de inteligência condiciona todos os aspectos da vida. Populações com baixo QI médio tendem a ter SES (status econômico-social) proporcionalmente baixo. No Brasil altamente urbanizado do século 21, elas se concentram em favelas nas quais se formam comunidades potencialmente criminosas, ou comunidades criminógenas. Na forçada proximidade da favela com a cidade que as rejeita, a humilhante comparação– - de um lado, miséria, ignorância, feiura e sujeira, do outro a vida civilizada– gera insuportáveis ressentimentos cuja resultante é o crime, que, para o jovem favelado, não é crime, é guerra, é a suprema maneira de ser alguém. 
 
Mas a baixa inteligência não é,por si só,determinante do crime. Há países em situação pior que o Brasil, tanto em termos de QI médio como de pobreza, com índices de criminalidade bem menores que o nosso. Deve haver no Brasil algum outro elemento criminógeno que se combina com a baixa inteligência. Pois, como dissemos, as populações de baixa inteligência são fator necessário, mas não suficiente para os elevados índices de criminalidade. Para completar o quadro, temos de considerar os outros fatores: o incentivo ideológico, a anomia e a impunidade intencional proporcionada pelo sistema político que inventado pela constituição de 1988. 
 
O narcotráfico e as organizações criminosas, portanto, não são a causa da criminalidade, são simples derivações da degeneração demográfica ativada e explorada pela quinta coluna do crime no Brasil. Quinta coluna, como se sabe, é qualquer rede de traidores, sabotadores, e agentes de influência a serviço do inimigo. No Brasil, a quinta coluna do crime é a mídia, as ongues, a oabê, as pastorais, a intelectualha, os políticos, toda essa gente que defende os criminosos, difama a polícia, acoberta o tráfico, desarma a população e faz campanhas idiotas contra a “"violência"”. A quinta coluna do crime é a causa eficiente, a responsável pelos milhões de homicídios, estupros, assaltos e outros flagelos que infelicitam a vida dos brasileiros. Não por acaso, também são responsáveis por todos esses movimentos de degradação moral, de dissolução da família, de invasões, de usurpação da nossa soberania. São muitos, são financiados do exterior, trabalham contra o Brasil, são, em resumo, traidores, inimigos da Nação.
 
Enquanto a quinta coluna do crime não for suprimida, nema repressão e prevenção internas, nem oc ontrole das fronteiras, serão efetivos.
 
* Economista
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