A Amazônia e a Hidreletricidade (X)

*Manoel Soriano Neto
Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la.
General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970)”
Em nosso último artigo, comentamos a respeito da Medida Provisória 579 (MP 579) anunciada pela presidente, com grande estardalhaço midiático, sobre a redução do preço das contas de luz. É o que analistas isentos chamaram,
com muita propriedade, de “populismo tarifário”, com vistas à reeleição. Entretanto, a alegria durou pouco e, bem antes das eleições, deu-se o fim da demagógica promessa de luz barata, e estados como o RJ, SP, MG, SE, MT,
CE, BA, RN e RS sofrerão um aumento nas contas de energia, em muitas de suas cidades.
Assim, quase 31 milhões de unidades consumidoras gastarão muito mais para adquirir eletrodomésticos, máquinas, equipamentos eletrônicos, etc, que necessitem de tomadas de energia. Isso se deve a um mau planejamento
estratégico (lembremo-nos de que ao tempo dos governos militares havia os competentes e eficazes “planos decenais de desenvolvimento”, com ênfase para o problema energético); hoje, tudo é feito de afogadilho e sem previsão prospectiva
alguma. Destarte, a “gerentona” e “mãe do PAC”, que foi ministra das Minas e Energia e seus técnicos (?) não consideraram uma estiagem que poderia ocorrer, e ocorreu, tal como a de 2001, e as poluidoras usinas termelétricas tiveram de
ser acionadas, quase que de forma permanente, sendo certo que o seu custo é altíssimo.
Daí a necessidade premente do mencionado reajuste das tarifas. E mais ainda: já era adrede sabido, que desde 2004, o consumo energético do país vinha crescendo a um ritmo bem maior do que o da geração de energia (isso, apesar do percentual
dos recentes, vergonhosos e consecutivos “PIBINHOS”, acompanhados de uma INFLAÇÃO crescente que nos assola).
O governo resolveu investir nas hidrelétricas da Amazônia e na complementar constru-
ção das linhas de transmissão (os “linhões”). Porém, tudo demorou muito a sair do papel e quando o planejamento se disse pronto, as hidrelétricas, por pressão de ecoxiitas e indigenistas, tiveram de ser construídas a “fio d’água”, isto é,
com um reservatório de acumulação mínimo, e sem eclusas.
Ora, considerando-se um tempo mínimo de 15 anos para as usinas dos rios amazônicos ficarem prontas, conforme dão conta os especialistas, fica evidenciada a injustificável negligência desse governicho.
Ademais, a incapacidade da Petrobras (nossa maior empresa, hoje tão sofrida e manipulada pelos petistas e cujo preço total foi enormemente depreciado nos últimos meses) de repassar o necessário gás para as usinas termelétricas, a fim de que elas continuem funcionando para suprir as hidrelétricas, agrava, drasticamente, o quadro energético brasileiro. Não havendo gasodutos
para tal, a solução é importar, a preços altíssimos, desmesuradas quantidades de óleo combustível e diesel, o que vem assaz prejudicando a nossa hoje tão débil balança comercial (caso as projetadas refinarias da Petrobras estivessem
prontas, como já era de se esperar, a situação poderia ser bastante minimizada). Diga-se também que as térmicas, em especial as movidas a óleo, deverão parar para uma necessária manutenção, eis que estão operando no limite de
suas capacidades.
As revisões periódicas nas sofisticadas máquinas precisarão ocorrer ainda neste ano, antes de outubro, apesar das pressões do governo pelo adiamento, com vistas à reeleição da presidente. Conclui-se, portanto, que houve uma
irresponsável falta de gestão no setor elétrico, o que vem sangrando a Eletrobras; e como as chuvas não vieram, tudo leva a crer que teremos a repetição do racionamento de 2001... “Miserere
Nobis!”.
* Coronel, Historiador Militar e Advogado Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la.
General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970)” 

Em nosso último artigo, comentamos a respeito da Medida Provisória 579 (MP 579) anunciada pela presidente, com grande estardalhaço midiático, sobre a redução do preço das contas de luz. É o que analistas isentos chamaram,com muita propriedade, de “populismo tarifário”, com vistas à reeleição. Entretanto, a alegria durou pouco e, bem antes das eleições, deu-se o fim da demagógica promessa de luz barata, e estados como o RJ, SP, MG, SE, MT,CE, BA, RN e RS sofrerão um aumento nas contas de energia, em muitas de suas cidades.

Assim, quase 31 milhões de unidades consumidoras gastarão muito mais para adquirir eletrodomésticos, máquinas, equipamentos eletrônicos, etc, que necessitem de tomadas de energia. Isso se deve a um mau planejamentoestratégico (lembremo-nos de que ao tempo dos governos militares havia os competentes e eficazes “planos decenais de desenvolvimento”, com ênfase para o problema energético); hoje, tudo é feito de afogadilho e sem previsão prospectivaalguma. Destarte, a “gerentona” e “mãe do PAC”, que foi ministra das Minas e Energia e seus técnicos (?) não consideraram uma estiagem que poderia ocorrer, e ocorreu, tal como a de 2001, e as poluidoras usinas termelétricas tiveram deser acionadas, quase que de forma permanente, sendo certo que o seu custo é altíssimo. 

Daí a necessidade premente do mencionado reajuste das tarifas. E mais ainda: já era adrede sabido, que desde 2004, o consumo energético do país vinha crescendo a um ritmo bem maior do que o da geração de energia (isso, apesar do percentualdos recentes, vergonhosos e consecutivos “PIBINHOS”, acompanhados de uma INFLAÇÃO crescente que nos assola).

O governo resolveu investir nas hidrelétricas da Amazônia e na complementar constru-ção das linhas de transmissão (os “linhões”). Porém, tudo demorou muito a sair do papel e quando o planejamento se disse pronto, as hidrelétricas, por pressão de ecoxiitas e indigenistas, tiveram de ser construídas a “fio d’água”, isto é,com um reservatório de acumulação mínimo, e sem eclusas. 

Ora, considerando-se um tempo mínimo de 15 anos para as usinas dos rios amazônicos ficarem prontas, conforme dão conta os especialistas, fica evidenciada a injustificável negligência desse governicho. 

Ademais, a incapacidade da Petrobras (nossa maior empresa, hoje tão sofrida e manipulada pelos petistas e cujo preço total foi enormemente depreciado nos últimos meses) de repassar o necessário gás para as usinas termelétricas, a fim de que elas continuem funcionando para suprir as hidrelétricas, agrava, drasticamente, o quadro energético brasileiro. Não havendo gasodutospara tal, a solução é importar, a preços altíssimos, desmesuradas quantidades de óleo combustível e diesel, o que vem assaz prejudicando a nossa hoje tão débil balança comercial (caso as projetadas refinarias da Petrobras estivessemprontas, como já era de se esperar, a situação poderia ser bastante minimizada). Diga-se também que as térmicas, em especial as movidas a óleo, deverão parar para uma necessária manutenção, eis que estão operando no limite desuas capacidades.

As revisões periódicas nas sofisticadas máquinas precisarão ocorrer ainda neste ano, antes de outubro, apesar das pressões do governo pelo adiamento, com vistas à reeleição da presidente. Conclui-se, portanto, que houve umairresponsável falta de gestão no setor elétrico, o que vem sangrando a Eletrobras; e como as chuvas não vieram, tudo leva a crer que teremos a repetição do racionamento de 2001... “MiserereNobis!”.

* Coronel, Historiador Militar e Advogado Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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