A Amazônia e a Hidreletricidade (XX)

*Manoel Soriano Neto

“Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la.”


Sob o atual desgoverno, o Brasil “desce a ladeira”. Serão necessários alguns anos para que volte a ter um mínimo de crescimento econômico, bastando que se constatem os índices do PIB, da inflação e do desemprego. É tudo muito deprimente e fruto da demagogia, do populismo barato e da corrupção desenfreada desse governicho petista, que perpetrou um estelionato eleitoral para se reeleger, isso resultando numa baixíssima aceitação nacional da desastrada presidente. Entretanto, dentre tantos dissabores, um fato alvissareiro foi a recente e desassombrada declaração do atual comandante do Exército, general Villas Bôas, ao defender a memória do ex-ministro, general Leônidas, quando de suas exéquias, eis que ele foi ofendido, torpemente, como tantos outros honorabilíssimos Soldados do passado, pela infame CNV, por meio do faccioso relatório dado a público em 10 de dezembro de 2014.

Destarte, o comandante do Exército, sem subserviência, não dobrou a cerviz e rompeu o muito cômodo, omisso, covarde, vexatório e obsequioso silêncio (e “quem cala consente”) que os comandantes anteriores das três Forças se impuseram, desgraçadamente, em relação ao caso em comento. Assim, eles não exerceram a Liderança que lhes competia, sob a falsa alegação, na visão angusta e errática de alguns poucos, do cumprimento dos preceitos da disciplina e da hierarquia, como se estes fossem mais importantes e pairassem acima da cláusula pétrea do direito de resposta (art. 5°, V, da CF/88), combinado com o da legítima defesa, neste caso, da Honra ultrajada das FFAA, Honra essa imprescindível, cogente e irrecusável, pois sem a qual não poderia existir vida militar em qualquer país que se deseje sério! E mais: “esquecer também é trair!”.

Todavia, para os acervos de nossa historiografia militar, o implacável e isento Tribunal da História, distanciados os anos, saberá, com toda certeza, fazer o julgamento dos protagonistas desse melancólico episódio, pois “História é Verdade e Justiça”, não levando em conta, como nunca levou, vieses ideológicos, corporativismos, afeições pessoais, simpatias e antipatias, caprichos e humores e o sabor das épocas...

Como já afirmamos, a invejável matriz energética brasileira necessita ser diversificada, com urgência, eis que em meados dos anos 2020, a energia à base da hidreletricidade, complementada pelas caras e poluentes termelétricas, se esgotará. Porém, o doloroso é que a exploração do pré-sal, tão alardeada pela  enganosa propaganda lulopetista, poder á se inviabilizar, em médio prazo, eis que o mundo encontra-se em fase acelerada de substituição da dependência energética dos combustíveis fósseis por outras fontes mais limpas (estamos na contram ão dos desejos internacionais, pois o fim da era do petróleo já se iniciou e está prevista para acabar antes de 2050, segundo renomados estudiosos do problema). Espera-se que nas próximas décadas, tenhamos avançado o suficiente na diversidade de nossa matriz, no que concerne à utilização das energias solar, eólica, da queima da biomassa, nuclear (que apesar das rejeições, trata-se de uma excelente fonte, assaz utilizada por países desenvolvidos), das marés e de outras que venham a surgir.

O Brasil é um dos países que consomem a energia mais cara do mundo, máxime por causa de uma péssima gestão pública. É inconcebível que as usinas hidrelétricas, ora construídas na Amazônia, estejam com os seus cronogramas de obras sensivelmente atrasados, sujeitos à péssima índole de nocivos ambientalistas e indigenistas.

* Coronel, Historiador Militar e Advogado
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