A Amazônia e a Hidreletricidade (XXVI)

*Manoel Soriano Neto

“Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossosantepassados em conquistá-la e mantê-la.”

General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970)

 

Em outubro passado, o sistema Macapá (AP) foi interligado à rede nacional, o que resultou no aumento de 4,3% na energia elétrica da região amazônica. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que a demanda energética, no mês de fevereiro, em todo o País, aumentou 2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Isso foi alardeado como uma reativação, apesar de bem diminuta, da economia brasileira. Entretanto, tratase de mais uma propaganda enganosa.

Tal aumento foi anômalo e se deveu à interligação do sistema Macapá e a uma série de outros fatores. Essa alta do consumo ocorreu, igualmente, por causa do forte calor que fez aumentar o uso de aparelhos de ar condicionado, de chuveiros elétricos, etc; do carnaval - quando o gasto de energia elétrica aumenta substancialmente -, além de o referido mês possuir maisumdia, pois 2016 é ano bissexto.

Ademais, as copiosas chuvas que caíram na região Sudeste afetaram o volume dos reservatórios de abastecimento dos grandes centros e proporcionaram certo relaxamento no uso de água e de energia. Tudo isso influenciou no consumo energético, máxime nas regiões Sudeste (a de mais significativa atividade econômica) e Centro-Oeste, que concentram a maior população brasileira. Nas demais regiões, houve queda da demanda de eletricidade, em comparação a 2015. O certo é que, nos últimos doze meses, a procura de energia, como um todo, caiu cerca de 3%, em nosso País, evidenciando a gravidade da retração econômica que vivenciamos e que se prolongará por longo tempo, desgraçadamente.

No Plano Plurianual 2016-2019, a inclusão de fontes renováveis de energia, com exceção da hidráulica (de onde provêm cerca de 70% de nossa energia elétrica), não foi considerada na devida conta, conforme havia sido avençado, no ano passado (na Conferência do Clima), em vista do efeito estufa. Tal falta de visão de futuro, não privilegiou o crescimento tão necessário de nosso potencial eólico e fotovoltaico (energia solar) previsto no citado Plano, por veto incompreensível da presidente da República. A propósito, o projeto piloto de uma usina flutuante de energia solar no lago da hidrelétrica de Balbina (AM) é muito importante e já se pensa em igual projeto na de Sobradinho (BA).

Acrescente-se que o Plano Plurianual contempla a construção de centrais nucleares (que vêm sendo abandonadas por países como a Alemanha, Bélgica, Suíça e Japão), e aponta como desvantagens das opções eólica e solar, a intermitência dos ventos e das radiações do sol, o que muito limitaria a implementação dessas fontes. Aduza-se
que a energia do petróleo está sendo aos poucos abandonada, mundialmente, o que pode comprometer ou mesmo inviabilizar  o pré-sal ...

Mas enquanto a economia não se recuperar, eis que foi impiedosamente destroçada pela deletéria governança lulodilmista, não poderemos sonhar com dias melhores.

Algo mais, por derradeiro: o Brasil encontra-se nitidamente dividido entre os verdadeiros patriotas e os apoiadores da dupla Lula-Dilma, que urdem as mais repugnantes tramoias para sustentá-los no poder. Ele - “a viva alma mais honesta” do País -, se considera a única pessoa que pode “incendiar o Brasil”, como declarou em uma de suas infames ligações telefônicas. É preciso pagar pra ver, sendo certo que as manifestações de 13 de março, superaram numericamente em treze vezes, as do dia 18, patrocinadas, com dinheiro público, pela corja de corruPTos que nos assola.

Este artigo já estava escrito, quando a Câmara votou a favor do impedimento da presidANTA!! Hosanas!!!

* Coronel, Historiador Militar e Advogado Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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