A Amazônia e a Hidreletricidade (XXVII)

*Manoel Soriano Neto

“Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la.” General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970)

 

O potencial hidrelétrico de nossa cobiçada Amazônia é imprescindível para alavancar o desenvolvimento do País, nessa fase de recessão profunda em que nos encontramos. As hidrelétricas que lá se constroem, mormente as dos rios Xingu e Madeira, deveriam ser de prioridade máxima para a administração federal, o que não ocorreu, mercê, basicamente, da ação eficaz e deletéria do nefasto aparato ambientalista/indigenista. A Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, que está prestes a atender parte significativa do Brasil, é a terceira em
grandeza no mundo! Entretanto, ela não possui uma grande barragem, como previsto no planejamento inicial, o que diminui bastante a sua capacidade geradora.
 
É que para a construção foi escolhido o modelo “a fio d’água”, consoante o desejo de ativistas como a perniciosa ex-ministra Marina Silva, os quais vêm alardeando que a usina irá prejudicar mais de 50.000 pessoas da região (sem pesar que a energia de lá provinda, vai beneficiar mais de 5 milhões de brasileiros, como, por exemplo, os moradores humildes das favelas do Rio de Janeiro). Diga-se, também, que as empresas de energia foram coniventes com esse tremendo erro, pois para obter mais lucro, se opuseram a mudanças nos locais de trabalho de seus funcionários.
 
Acrescente-se que a UHE de Belo Monte foi leiloada, em 2010, com baixo custo de geração energética (90% de seu capital social pertenciam ao grupo Eletrobras e a fundos de pensão). Como acordado no dito leilão, a usina poderá destinar 30% de sua geração ao mercado livre, pela venda de energia mais cara do que a licitada, o que muito favorecerá a sua gestão. Entretanto, com a compra da sobra de energia por empresas distribuidoras, os consumidores pagarão pela elevação do preço; usinas menores, como as de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, não estão contempladas com esse tipo de negócio.
 
Usina de Belo Monte: É preciso que se apure a corrupção das propinas!
 
Ainda com relação à matriz energética nacional: a queda do preço do petróleo e a quebra da Petrobras, hoje alvo da Operação Lava-Jato, e que arca com uma dívida de 506 bilhões de reais (!), não podendo sequer dar conta de ao menos 30% da exploração do pré-sal, como foi acertado, põem em sério risco esta nossa descoberta estratégica, que foi considerada um “bilhete premiado” para a nação brasileira.
 
Lastimavelmente, em face das ações criminosas praticadas pelos governos petistas, chegamos a uma situação de possível e indesejável desnacionalização (mesmo que parcial) do pré-sal brasileiro, com a participação de petroleiras alienígenas. Assim, a Petrobras vem aceleradamente diminuindo de tamanho e abandonando várias áreas de atuação, como a do setor elétrico, com a venda de termelétricas e seus respectivos gasodutos..
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E o nosso amado Brasil obteve uma retumbante Vitória com o afastamento (que esperamos seja definitivo), da presidente que arruinou o País com a ajuda do partideco corruPTo de seu criador e líder. Mas é preciso que não ensarilhemos as armas, principalmente agora, quando conhecidos baderneiros anunciam a perpetração de atos vandálicos em todo o território nacional e bravateiros bolivarianos, profitentes de uma solerte ideologia internacionalista, materialista e ateia, nos fazem insolentes ameaças. 
 
Que o povo brasileiro não mais se iluda e que as nossas FFAA, garantes da Soberania Nacional, mantenham-se unidas e coesas, nunca olvidando a sua História, máxime a hediondez da Intentona Comunista de 1935 e o legado de cristandade, democracia e liberdade da Contrarevolução de 1964!!
 
* Coronel, Historiador Militar e Advogado Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

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