A Amazônia e a Hidreletricidade (XXVIII)

*Manoel Soriano Neto

“Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la.” General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970)

 

A Petrobras, um orgulho nacional antes dos desgovernos petistas, diminui de tamanho e padece do descrédito nacional e internacional. Sim,pois ela era a 10ª empresa mundial - uma das líderes entre as companhias de petróleo - e hoje ocupa o vergonhoso 416° (!) lugar, tendo as principais agências de risco rebaixado a classificação de sua dívida. A estatal, como consabido, foi alvo preferencial de finórios ladravazes do lulopetismo (vários já presos), que a dilapidaram para fins demagógico-eleitoreiros.
 
Um dos exemplos foi o populista congelamento dos preços da gasolina e do óleo diesel, o que lhe causou prejuízos superiores a 100 bilhões de reais, a par da execução, sem recursos suficientes, do ambicioso programado pré-sal, ameaçado, atualmente, com o compromisso mundial de redução da poluição ambiental, concertado em Acordo sobre o clima, no final do ano transato, do qual o Brasil foi um dos signatários. Tremendamente endividada, vem sendo obrigada a vender ativos (inclusive boa parte da BR Distribuidora) e cortar, drástica e implacavelmente, os seus gastos. 
 
Assim, a “"Nova Petrobras”" colocou à venda 21 usinas térmicas e os respectivos gasodutos, dando início a um afastamento na participação nos setores energético, naval, etc., para se concentrar apenas na exploração e produção do petróleo, em particular na área do pré-sal (que, diga-se,vem contribuindo promissoramente para isso, apesar do baixo preço do barril de petróleo, hoje em cerca de 50 dólares). Daí a flexibilização operacional desta área, por meio de projeto de lei a ser aprovado pelo Congresso Nacional, quanto ao marco regulatório que determina ao menos 30% de sua exploração pela empresa. Isso se afigura, desafortunadamente, em uma indesejável desnacionalização(mesmoque parcial) de nossa cobiçada descoberta estratégica, considerada um “bilhete premiado” para o Brasil.
 
Também nos preocupa a suspeita de existência de repasse, por empreiteiras, de polpudas propinas na construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, a 3ª usina do mundo, radiosa esperança para o setor hidroenergético nacional.Como a imprensa denunciou, tais propinas eram pagas a conhecidos parlamentares e a paridos políticos (em partes iguais, quando eram duas ou mais agremiações políticas). Isso deve ser rigorosamente apurado!
 
Por derradeiro, comentaremos algo acerca da recente “Resolução do PT”. Neste repugnante documento, os seus energúmenos autores tiveram a veleidade de propor a modificação dos currículos dos estabelecimentos de ensino das FFAA e “a promoção de oficiais com compromisso com a democracia e o nacionalismo” (como se já não o tivessem, desde sempre). Pelo que sabemos, desejam mudar conteúdos pedagógicos, particularmente das disciplinas de História (em especial a Militar) e de Direito, dando-lhes uma notória interpretação marxista ... Assim, v.g., magnos episódios históricos precisariam ser alterados, distorcidos, suprimidos, etc. As tradições castrenses, as místicas, o estudo das batalhas e dos grandes Soldados, os mais prístinos valores, etc., etc., careceriam de ser revistos, e, para tal, modificar-se-iam as cargas horárias. Na grade curricular do Direito, seriam introduzidos novos assuntos, como “direitos humanos”, consoante o “politicamente correto”, ao sabor da época em que vivemos. Ora, tudo isso é INACEITÁVEL e feriria de morte, o pundonor militar. Estejamos, pois, em permanente atalaia contra esses absurdos ideológicos!!
 
E todos às ruas em 31 de julho próximo!!
“A nossa Bandeira jamais será vermelha!!” 
 
* Coronel, Historiador Militar e Advogado Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

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