A Amazônia e a Hidreletricidade (XXIX)

*Manoel Soriano Neto

“Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la.”
General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970)
Apesar da longa demora e das inúmeras dificuldades que vêm obstando o uso da abundante energia hidrelétrica existente em nossa cobiçada Amazônia, fruto do deletério ativismo antipatriótico o aparato ambientalista/indigenista internacional, as usinas que lá se constroem começam a entrar em funcionamento. 
 
Ainda demorará algum tempo para que elas atendam à demanda interna (não tão bem como inicialmente planejado), em vista dos embaraços causados por entidades como a Funai, o Ibama, o Cimi, o Incra, etc., e pelos ditos ‘movimentos sociais’, açulados por esquerdopatas de vários matizes. Isso, para nós, se constituiu numalitania, repetida à exaustão, nesta coluna, a fim de a Nação e conscientizar de que está sendo lograda por maus brasileiros e audaciosos estrangeiros.
 
Assim é que, recentemente, a Ong ‘Greenpeace’ teceu acerbas críticas ao Brasil por causa da construção da UHE de São Luiz do Tapajós (PA) e de uma correspondente hidrovia, no que foi acompanhada pelas organizações e movimentos, linhas atrás assinalados, e por índios da etnia mundurucu, para os quais, consoante sua teogonia, “o rio Tapajós é sagrado”. Entretanto, o País necessita de muita energia para o seu desenvolvimento, nem tanto agora, em face da profunda recessão econômica a que nos levou a desastrada governança lulopetista, mas, imprescindivelmente, em médio prazo.
 
Entretanto, a hidrelétrica de Belo Monte, em que pese os descalabros que foram cometidosemsua construção,como o pagamento de polpudas propinas a partidos e políticos corruptos, já está operando, ainda que de forma incipiente. Também a hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira (RO), que será responsável por 4% da carga energética nacional (poderá abastecer 40 milhões de pessoas), ligou a sua última - 44ª - turbina geradora, sendo o primeiro dos megaprojetos de geração de energia de matriz hídrica, na Amazônia, a ficar pronto. 
 
Uma das maiores vantagens dessa usina para a região Norte será o sistema de fornecimento energético aos estados do Acre e Rondônia, que sofrem, há anos, problemas de blecautes, porquanto se encontram no final dos linhões transmissores de energia elétrica, sendo, pois, muito mais difícilorestabelecimento, após a ocorrência de apagões.
 
Retornando, sucintamente, ao tema abordado no artigo anterior, acerca da Petrobras, esclarecemos que é nosso desejo a breve recuperação da outrora maior empresa brasileira, do brutal saqueio que sofreu nos governos  o PT. Sempre acreditamos na bandeira nacionalista de "“o petróleo é nosso”".
 
Porém, “est modus in rebus”: dilapidaram o nosso mais rico patrimônio, de forma criminosa, tornando a Petrobras a maior devedora entre as petroleiras mundiais. Destarte, o Congresso discute um projeto que altera a Lei 12.351/2010, a qual estabelece que a empresa deva ter uma participação mínima de 30% nos consórcios para a exploração de blocos licitados, como, v.g., os do pré-sal. Tal participação, se aprovado o dito projeto, será opcional e não mais obrigatória, o que é lastimável, em nosso entender.
 
Por final, ressaltamos a bem-vinda revogação, pelo presidente da República, do execrável decreto 8515/2015, o qual surrupiou dos Comandantes Militares, prerrogativas que foram avocadas pelo ministério da Defesa. Tudo adrede planejado, maquiavelicamente, pela presidente afastada (que não mais retorne!) e seu ministro da Defesa, o comunistoide, maldito-seja, Jaques Wagner.O atual ministro declarou que a revogação foi "“o fim de um voto de desconfiança nas FFAA do Brasil"”. Muitas palmas!!  
 
* Coronel, Historiador Militar e Advogado
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
 
Mais por este Autor:
Artigos Relacionados: