Amazônia - O grande desafio (XIX)

*Manoel Soriano Neto

"Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la."
General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970)

Prosseguiremos na análise do megaprojeto "Corredor Triplo A", também chamado de "ecológico", "ambiental ", "biológico mesoamericano", "AAA" ou "Corredor de la Anaconda" (pois o seu formato geográfico se assemelha ao da enorme cobra " vide ilustração). Em face de este projeto ser atentatório à Soberania Nacional, como denunciou o presidente Bolsonaro, ainda quando candidato à presidência da República, o Brasil desistiu de sediar, no presente ano, a Conferência Climática das Nações Unidas (COP-25, ou seja, "Conferência das Partes - 25"), eis que o assunto lá seria discutido.

O ideólogo deste nefasto empreendimento, que visa à internacionalização e ao permanente monitoramento alienígena da Pan-Amazônia, foi o antropólogo nova-iorquino, naturalizado colombiano, Martin Von Hildebrand, tido como "especialista em diversidade biocultural". Ele também foi o criador, em 1990, da ONG "Fundación Gaia Amazônia" (FGA), sediada na Colômbia, e se mancomunou, em seus propósitos, com o ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos.

 

Na gigantesca área projetada - 200 milhões de hectares " vivem 30 milhões de pessoas e 385 povos indígenas de oito países sul-americanos! Diga-se que a citada (FGA) é a filial colombiana da ONG britânica "Gaia International " (ligada à realeza britânica) a qual concebeu o ""Triplo A". Esta Organização sobrevive com doações governamentais e de fundações privadas e auxílio de alguns países. No Brasil, fazem parte da FGA, o "Instituto Socioambiental " (ISA) e o "Instituto do Homem e do Meio Ambiente" (Imazon), ambos adeptos da divisão supranacional da Amazônia, por meio da ação de ongueiros nacionais e estrangeiros (muitos, sabidamente espiões e predadores). Por isso, eles devem ser observados, constantemente, "com lupa’,  até por que servem aos deletérios desígnios de cobiça, da parte de nações hegemônicas, no constante uso do "soft power" " o "poder suave"...

Para finalizar, anote-se que o escopo maior do Corredor em comento, seria, basicamente, o de conectar os ecossistemas e biomas andino, amazônico e atlântico, abrangendo grande parte de nossa Amazônia, especialmente todo o estado de Roraima, com suas riquezas minerais e reservas indígenas (Ianomami e Raposa Serra do Sol, de suas "orelhas"). Aduza-se que esta pobre Unidade da Federação possui cerca de 90% de seu território praticamente "engessado" por uma carcomida política ambientalista/indigenista, altamente prejudicial ao desenvolvimento, restando pouca terra a ser disponibilizada, quadro dramático que precisa ser revertido com urgência!

Como arremate, assinale-se que certa e recerta foi a decisão brasileira em não aceitar e condenar a concretização do famigerado megaprojeto “Corredor Triplo A"! A luta continua!

* Coronel, Historiador Militar e Advogado Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

 

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