Clube Militar e o 31 de Março de 1964

45º Aniversário da Revolução Democrática
 
Por iniciativa dos Presidentes dos Clubes Naval, Militar e de Aeronáutica e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB), comemorou-se, solenemente, na sede do Clube Militar, a passagem do 45º Aniversário da Revolução Democrática de 31 de Março de 1964.

Na abertura da programação, desenvolvida em duas partes, o Gen Ex Gilberto Barbosa de Figueiredo, Presidente do Clube Militar, proferiu as seguintes palavras:

“A derrota comunista em 1964 quando tudo parecia favorável ao êxito, gerou profundo desapontamento nas esquerdas e uma amarga frustração.

O Partido Comunista Brasileiro foi o grande “bode expiatório” da autocrítica. E repudiada foi a sua “via pacífica para o socialismo”. Mas então já estavam à mão o modelo, o estímulo e o apoio cubanos, tudo muito a calhar para os dissidentes ainda desarticulados. Desunidos e improvisados partiram para a violência armada, não conseguindo entretanto passar do terrorismo urbano, sem nunca ter chegado à implantação do foco guerrilheiro.

O movimento revolucionário comunista esbarrou nas Forças Armadas Brasileiras que tiveram estrutura, coesão e competência para derrotá-lo política e militarmente, impedindo a instauração da ditadura comunista no Brasil.
O mandato do Presidente Costa e Silva, muito provavelmente teria sido o último do ciclo cívico-militar de 1964, não fosse a explosão da violência comunista. O grande desserviço que a guerra revolucionária, desencadeada insensatamente no Brasil, foi a de ter retardado a restauração da democracia plena no país”.

Na primeira parte do evento, com o objetivo de enaltecer as conquistas para o Brasil na época pós-revolucionária, o Economista Ubi-ratan Iório proferiu, com brilhantismo e rara desenvoltura, uma palestra sobre o tema “Desenvolvimento Econômico Brasileiro nas décadas de 60 e 70”.

A segunda parte constou da inauguração de três placas a serem afixadas nas sedes dos respectivos Clubes, em homenagem as vítimas do terrorismo, imoladas no fiel cumprimento do dever. Na ocasião, o Ten Brig do Ar Carlos de Almeida Baptista, Presidente do Clube da Aeronáutica, assim se expressou:

“Repassando os atos de violência praticados em oito anos de terrorismo (1966 a 1974), pode-se bem medir a sua brutalidade: assassinatos, assaltos, atentados contra o patrimônio, explosões, roubos, raptos de diplomatas, seqüestros de aviões. O mais trágico, as perdas de vidas humanas: frios assassinatos, “justiçamentos” cruéis de adversários de próprios companheiros e morte de agentes da lei, militares e policiais, no cumprimento de seu dever e dos mesmos terroristas “morrendo sem razão” no seu insano projeto de tomar o poder. A isso tudo somam-se as vítimas inocentes, pessoas comuns alheias ao confronto insano e humildes vigilantes no seu trabalho, feridos, mutilados e mortos sob a mira errante dos insensatos. Realmente foram “anos de chumbo”.
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