Palmadas

* Maria da Graça Lisboa Pereira da Silva

As palmadas, pelo excesso de crimes,     vícios e falta de humanidade, estão levando a culpa por nosso presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, no lugar das verdadeiras, únicas e irresponsáveis cul-padas: educação, saúde e segurança, de sua própria alçada, como governo, que após oito anos de administração, continuam sendo encobertas por suas falácias!


As palmadas de toda mãe podem ser benditas ou malditas. Tudo vai depender da razão pela qual foram praticadas, se por um merecimento em razão de uma mal-criação do filho, ou se por um descontrole emocional da mãe. A corrigenda é sempre bem-vinda, pois, por certo, evitará dissabores futuros.


A título de exemplo citaremos nossa infância, repleta de corrigendas, mas que nem por isso, deixou de ser gostosa ou de desapego aos pais. Hoje damos graças àquele casal, que juntos souberam nos educar, para que no futuro fôssemos o que somos. Esse narrador é o oitavo de uma série de dez filhos que trouxeram ao mundo, afora um casal de negros que nossos pais criaram. A família era composta de quatorze membros e em sua infância, em muitos e muitos domingos apanhou de sua mãe. E, por qual razão aos domingos, certamente, estarão curiosos para saber! Porque nosso pai não gostava de ver os filhos apanhar, fosse de quem fosse, e, aos domingos ele ia para a sociedade Italiana jogar bochas. Nosso pai evitava bater nos filhos e nas três vezes que apanhou do pai, confessa, por acreditar que só não apanhou a quarta, certamente, porque evitou, pois as surras do pai equivaliam a um ano de palmadas de sua mãe.


Dito isto, queremos complementar com a informação de que todos os filhos homens, em número de sete, mais o de criação, ajudavam o pai em sua oficina de funilaria, já aos sete anos, varrendo o rescindo e limpando as ferramentas; e, à medida que crescíamos a responsabilidade ia aumentando. Embora, desde cedo, aprendêssemos a dar valor ao trabalho, nem por isso, ninguém ficou sem ir à escola, pública, é bom que se diga, e ao catecismo, religiosamente aos domingos.


Eram quatorze pessoas para serem sustentadas, em suas necessidades básicas. Nosso pai não tinha condições de ajustar empregado. A ajuda dos filhos se fazia indispensável, para que não faltasse o mí-nimo necessário.  Assim, unidade familiar era preponderante, tinha que ser um pai por todos, e, todos por um pai trabalhador. As responsabilidades eram distribuídas.


Com sua oficina de funilaria, para produzir calhas e condutores para águas pluviais, tarros para leite, panelas para o Exército (6º Regimento de Cavalaria, em Alegrete/RS), banheira para banho de imersão, etc. e  uma pequena ajuda dos filhos, sustentava a família, sem necessidade de empregado, e muito menos de bolsa família, que deforma o conceito de responsabilidade.


As palmadas, como bode expiatório de um governo falacioso, de ilusões, de mentiras, que tenta nos estertores de sua administração angariar simpatizantes para sua candidata, Dilma Rousseff, que outra coisa não representa, senão, a preferida de Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Morales, e de muitas dezenas de simpatizantes do marxismo, leninismo, que estão usurpando do erário público, e se locupletando às custas dos beneficiários do não menos famigerado bolsa família, que lhes dão aval, comprados em suas consciências, que foram aqueles infelizes.


O que faltou ao nosso presidente, em sua infância, educação familiar, instrução escolar, religião e umas boas palmadas, ou mesmo surras, jamais fez falta a esse escrevinhador; eis a razão de sua péssima administração, de seu engodo impiedoso aos menos afortunados, de sua orgia com o dinheiro público. Tivesse apanhado para trabalhar, estudar e ser responsável, jamais seria um fanfarrão, um vendedor de ilusões.
Este escrevinhador, aos 19 anos, veio para São Paulo, não só para trabalhar, como, também, para estudar, pois aqui já se encontrava um irmão mais velho.  Acabou o curso colegial e o científico,  estudando a noite. Cursou a USP, escola Politécnica, se formando engenheiro civil, e, a USCS, IMES, onde concluiu o curso de Direito.


Assim, para esse escrevinhador, nosso presidente não passa de um fanfarrão, aventureiro, que angariou o cargo que ocupa, por culpa de todos os seus antecessores civis, na presidência, e, da sórdida politicagem de seus representantes públicos, que são de péssimas qualidades.


Não pode senhor Presidente, se exaltar por não ter levado umas boas palmadas de sua mãe, nem de não ter estudado, nem de ser um instrumento de seus companheiros comunistas, iludindo a população que necessita de escolas, muita saúde e de segurança, o que até agora, em seu governo, praticamente, nada foi feito. Sua obrigação deveria ser a de legar àqueles a quem concedeu bolsa família, escolas, saúde e segurança, e não livrá-los de umas boas palmadas! O melhor mestre é o exemplo!


*Professora

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