Conúbio perfeito

*Aileda de Mattos Oliveira

Os comunistas, os socialistas, os esquerdistas são notórios terroristas e observam as suas próprias convicções político-doutrinárias numa obediência cega às diretrizes de seus ideólogos, sem se desviarem delas em momento algum; diretrizes que têm força de lei, acima das vigentes no país, que representam para quem doentiamente as segue, uma força maior que os mandamentos religiosos para os cristãos. Se a religião é o ópio do povo, o gramscismo é o ópio dos esquerdistas brasileiros. Estas são pessoas inoculadas com o vírus da estupidez ideológica.

Lutamos com a mesma tenacidade, defendendo as nossas posições denodadamente? Claro que não, daí estarmos na situação abissal em que nos encontramos. Não podíamos admitir e admitimos a omissão dolosa da sociedade, superficial e presunçosa, que se autodenomina “solidária” e “cordial”; permitimos a veiculação de produtos perniciosos, concentrados num único veículo de comunicação, castrador do livre pensamento. Somos a parte consciente desta sociedade, não podíamos permanecer permitindo.

Esta é uma sociedade solidária com os erros, por lhe faltar vontade de opor-se a eles; solidária com as personagens de ficção, incapaz de se libertar dos irritantes plins-plins, traiçoeiro despertador a mantê-la atenta, mas submissa à escravização intelectual. Solidária com ela mesma, preocupada com o seu ínfimo espaço social. Esta é uma sociedade “cordial” com os melífluos aproveitadores de sua característica de povo cativante, e que amolecem mais ainda o seu já fraco querer.

Os esquerdistas acreditam na sua doutrina infame e na submissão do outro, mas a sociedade, festeira, é por demais indiferente para refletir sobre a sua própria libertação, pois libertar-se é sair de si mesma, de seu fortim mental. Só tornar-se-ia, na verdade, solidária, ao interessar-se pelo seu país e tomasse consciência da situação em que se encontra devido à sua vergonhosa omissão. A sociedade tem medo de ter consciência; consciência que lhe cobra responsabilidade; medo de reconhecer, no seu alheamento, a ausência de objetivos de crescimento formulados, dos quais depende a nação que abandonou. Lutar não é com ela; divertir-se, sim. Ser “cordial” transforma-se no condão, que torna o país inatingível pelas ameaças externas e pelas desgraças políticas, o que atesta a indigência da educação.

Lucra com essa mansidão bovina a esfuziante Dama Platinada para transmitir ilusões político-ideológicas em embalagens visuais, e lições de desvirtuamento moral ao seu apascentado público. Conceitos de libertinagem incutidos nos de liberalidade que passam a sinônimos de liberdade, aceitos pelas mulheres cansadas de sua rotina matrimonial; pelos homens inseguros, que sonham com o novo modelo de carro, com um novo modelo de mulher; pelas crianças, entrando precocemente na idade adulta, tudo por conta do kit-entretenimento para qualquer horário do dia. Tudo ao gosto de Gramsci.

Esta Dama, tão presunçosa de sua audiência, de sua penetração junto ao público, impregnado da vacuidade de seus roteiristas; tão satisfeita de adentrar a intimidade dos lares para levar arremedos de notícias jornalísticas; tão satisfeita em saber que a sociedade nada lhe cobra por omitir as datas nacionais e os desfiles tradicionais; por sonegar informações sobre o que realmente ocorre no país; por malandrear com as palavras e desvirtuar o rumo dos acontecimentos, comprovando, dessa maneira, ser a sociedade que lhe presta tanta subordinação, uma anêmica representação de povo.

Esta Dama cheia de cores e amestradora da sociedade, achando-se criativa e inovadora, considerando-se dona da comunicação brasileira, monopolizando os eventos nacionais e internacionais, inverte os valores éticos, morais, educacionais, familiares; nada expressa em defesa dos que, arriscando a vida, procuram manter, a segurança pública; nada informa sobre aqueles que, em distantes rincões do país, preservam a segurança nacional; que tudo despreza para satisfazer o seu próprio ego de Dama Platinada e o dos comunistas, dos socialistas, dos esquerdistas, seus atuais clientes. Ela e Gramsci formam um pérfido casal. Cabe-lhe inserir nas novelas e nos programas promíscuos dos Bs, o que o seu diabólico parceiro rabiscou na prisão.

Até quando irá este casamento? Até quando não entrarem em conflito interesses políticos, publicitários, de marketing, de concessão de canal; até quando outros grupos lhe oferecerem mais, para obter dela os seus prostituídos serviços de comunicação e propaganda.

* Professora Universitária

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