Mensagem de Esperança

*Marco Antonio Felício da Silva

Cadetes de hoje, os Cadetes de ontem os saúdam!

Ao analisarmos o contexto em que se deu a contra-revolução de Abril de 1964, quando as Forças Armadas impediram a tomada do poder pelos comunistas e aniqui-laram as guerrilhas urbana e rural, e a gravidade do que ocorre em nossos dias, veremos fatos similares, diferentes ou inexis-tentes em uma ou outra das ocasiões en-focadas. O quadro de fundo é o mesmo: a tomada do poder para a instalação de uma ditadura marxista, na contramão do que ocorre na maior parte do mundo.

No passado, o instrumental teórico era o marxista-leninista, levando à práxis fundada, principalmente, em meios violentos, incluso a luta armada para a conquista do Poder. Hoje, temos insidioso processo revolucionário de tomada de poder, mais refinado, inteligentemente planejado, que é o marxismo-gramscista.

Assim, aparelharam o governo e o Estado. Domesticaram o Legislativo e o Judiciário. Buscam o senso comum modificado da sociedade civil, por meio de longa transformação psicológica, dos valores tradicionais e da herança cultural (intelectual e moral), tornando as pessoas, principalmente as classes subalternas, abertas às transformações políticas, econômicas e sociais, necessárias ao advento do socialismo-marxista. É o que vemos levado a efeito pelos mais altos governantes do País: A banalização da omissão, da corrupção, da impunidade, da falta de compostura, da indiferença às leis e do uso freqüente da mentira; não mostram o que realmente pensam, mas discursam para platéias diferentes, colocando exatamente o que querem ouvir, buscando os seus próprios interesses.

Quando expostos pela prática de fatos desabonadores e até mesmo criminosos, evitam a discussão argumentada, negam descaradamente, não assumem claras responsabilidades, deturpam fatos, criam versões que vendem como verdades e, ao mesmo tempo, se valem do denegrimento dos oponentes. Se apoiam no que criaram: o politicamente correto. Criaram linguajar complicado cujo sinistro significado somente eles entendem. Dividem para melhor dominar. Exploram a miséria e incitam o racismo. Jogam ricos contra pobres, negros contra brancos, trabalhadores contra patrões, civis contra militares. Esgarçam o tecido social, cortando os seus liames.

Transformaram militares cumpridores dos seus deveres legais em bandido; Subversivos assassinos em abnegados democratas. Não prestigiam os símbolos pátrios e os nossos verdadeiros heróis. Idolatram os traidores da Pátria como mariguela, prestes, joão amazonas, lamarca ou criminosos importados como stalin, mao, guevara e fidel castro (a quem beijam a mão e choram nos seus ombros), entre outros.

Manipulam politicamente a massa ignorante e carente, criando currais eleitorais sob a denominação de Rede de Proteção Social. Diferentemente de 64, somente agora, parcelas da Imprensa e da in-telectualidade descobriram, ainda que timidamente, que estamos em meio a adiantado processo revolucionário marxista-grams-cista.

Vêm liberdades ameaçadas, caso a marxista guerrilheira, Dilma, violenta e autoritária, vendida por marqueteiros criminosos como a futura Mãe dos pobres, seja eleita e o PT, o PMDB e coligados façam a maioria da Câmara e do Senado, maioria de governadores e de prefeitos. A oposição política sem bandeiras, sem lideranças compatíveis com o momento, sem credibilidade e sem votos, está aniquilada.

Diferentemente de 1964, há grande parte da população alienada ou tornada dependente do atual governo populista. A atuação das centrais sindicais e dos movimentos sociais rurais, principalmente o MST, podem, a qualquer momento, paralisar o País.

Diferentemente de 1964, a politização das Forças Armadas se dá serenamente por meio do Ministério da Defesa, reorganizado em estrutura e funções, entregue a civis, sendo considerado parte da quota política do PMDB, pelo Presidente da República, segundo os jornais A influência política dos mais altos chefes militares torna-se minimizada.

Diferentemente, em 1964, a maioria da população renegava o comunismo. O General Castello Branco, então Chefe do Estado Maior do Exército, afirmou que não se tratava mais da escolha entre a preservação da democracia e a ação revolucionária, pois, a democracia estava sendo destruída pela "superversão" (subversão apoiada pelo Executivo). Estabeleceu o princípio de que a lealdade constitucional das FA deve se aplicar a dar apoio ao governo constituído e não necessariamente a um dos poderes do governo, se este se propõe a destruir o equilíbrio constitucional.

Sem dúvida, estamos em situação pior do que em 1964. Há alguma esperança? Creio que sim. E ela está representada por simbólica mensagem, enviada pelos cadetes da Academia das Agulhas Negras, que se formam este ano. Vamos interpretá-la: "Embora num Exército diferente dos anteriores pela modernidade do material, carregamos o legado daqueles que nos precederam e nos formaram. Carregamos, dentro de cada um de nós, valores imutáveis e a tradição de bem servir à Pátria. Ontem como hoje, em espírito, o Exército é um só. Escolhemos como patrono de nossa turma ninguém mais do que o patriota e insigne brasileiro General Emílio Garrastazu Médici!".

*General da Reserva
Cientista político
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